terça-feira, 12 de julho de 2011

nos meus ouvidos soam as notas em lá, ré, fá sustenido menor e mi...
elas batem como conselhos mal explicados - ou nunca vividos
eu sou a pessoa mais óbvia, o sentido mais distinto - e a que despedaçou milhões de diamantes, roubou obras de arte vivas.
é assim que sou conhecido... eu sempre sou a causa do lado ruim.

eu enterrei algumas coisas preciosas, em todos os sentidos dessa expressão
atropelei sentimentos mal compreendidos e cultivei alguns mais bonitos

sonhos, pesadelos e a realidade. as vezes não sei qual estou vivendo, todos se misturam numa grande aquarela.

tenho medo do que faço ao mundo - estou escrevendo e voltando as palavras... sou um medroso.

essa lista continua tocando... "eu só estou tentando parar o sangramento"
nós temos a vacina, mas não temos os cobaias

o mundo tem milhões de histórias para contar. todo mundo tem a sua.
podemos escrever do jeito que quisermos, mas sempre temos que passar na prova final - eu sempre sou reprovado.

a falta de cor é o meu quarto no momento de reflexão, o que pode me virar de ponta cabeça ou deixar flutuando entre as estrelas.

o tempo passa, a água salgada está começando a secar no rosto... basta uma nova melodia para lembrar que eu deixei vivo, mas mal respirava.

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